Área de identificação
Código de referência
Título
Data(s)
- 1937-1987 (com lacunas) (Produção)
Nível de descrição
Dimensão e suporte
17.891 documentos textuais e iconográficos (196 GF), 3.508 fotografias (129 GF), 26 cartões-postais, 5.494 negativos fotográficos, 662 slides, 11.372 contatos fotográficos, 269 películas cinematográficas, 170 fitas de vídeo U-Matic, 13 fitas VHS, 2 fitas de vídeo Betacam, 154 fitas de áudio em rolo, 77 fitas cassete, 164 cartazes, 15 plantas de arquitetura, 16 livros, 45 folhetos e 44 títulos de periódicos.
Área de contextualização
Nome do produtor
Biografia
Entidade custodiadora
História do arquivo
A documentação do Teatro Oficina chegou a ser retirada do país após a invasão de sua sede pela Polícia Federal em 1974, só retornando em 1979, com o processo de abertura política. Foi inicialmente organizada por Ana Helena Du Staal e equipe, atividade que resultou na compilação do texto Arkivo Oficina, presente na documentação. Em 1985, foram feitos os primeiros contatos entre Marco Aurélio Garcia, então diretor do Arquivo Edgard Leuenroth, e José Celso Martinez Corrêa, com vistas a uma possível transferência do acervo para a Unicamp. Reconhecendo o trabalho social, político e cultural desenvolvido pelo Teatro Oficina ao longo dos anos, cuja importância histórica e intelectual está assentada na sua potente leitura de relevantes acontecimentos da vida política do Brasil e do teatro brasileiro, a Unicamp, através do AEL, adquire o arquivo em 1987. Com a chegada da documentação, ainda no fim da década de 1980 e início dos anos 1990, foi realizado um tratamento inicial do material. Uma parte da documentação textual, caracterizada em sua maioria por documentos administrativos, foi armazenada na Reserva Técnica. Aqueles documentos relativos à produção dos espetáculos, os denominados “cadernos de direção”, cartazes, recortes de jornais, fotografias, negativos, contatos, slides e fitas magnéticas de áudio e vídeo, foram higienizados e acondicionados no Acervo climatizado, sendo que, em alguns casos, listados e catalogados em sistema eletrônico. Em 2011, com a aprovação de projeto submetido à Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) que objetivava a digitalização de alguns dos conjuntos com maior demanda de pesquisa no AEL, foi retomado o processamento técnico da documentação do Teatro Oficina. Todo o conjunto foi reunido fisicamente a fim de que se realizasse o trabalho de identificação e classificação dos documentos seguindo as normas de descrição arquivística. Devido a grande dimensão do acervo, a atividade contou com a participação de quase toda a equipe do processamento técnico, além do apoio imprescindível do setor de preservação. Toda a documentação textual e iconográfica foi higienizada, restaurada, organizada e inventariada, sendo que as fotografias tiveram sua catalogação revisada e atualizada na base de dados Pesquisarqh. O material bibliográfico (teses, livros, folhetos e periódicos) foi separado e catalogado nas bases Pesquisarqh e Acervus. Somente o material audiovisual ainda aguarda tratamento técnico. As películas cinematográficas foram enviadas sob custódia para a Cinemateca Brasileira, em São Paulo, por motivos de preservação. O trabalho estendeu-se até o ano de 2015, visto que, após todo o processo de organização e descrição, foi realizada a digitalização dos documentos.
Fonte imediata de aquisição ou transferência
Adquirido por compra da Associação de Energias e Trabalho de Comunicação Sem Fronteiras Uzyna Uzona, sociedade civil mantenedora do Teatro Oficina, em 1987.
Área de conteúdo e estrutura
Âmbito e conteúdo
Na história do moderno teatro brasileiro, como da própria cultura do país, o desempenho artístico, social e político do Teatro Oficina constituem um dos momentos mais relevantes, sobre o qual esse acervo representa um testemunho inestimável. Os documentos registram a trajetória do grupo e permitem conhecer suas montagens e produções, ao mesmo tempo em que servem como testemunho de momentos importantes da vida político-cultural brasileira. O conjunto reúne documentos administrativos, roteiros, fotografias, escritos diversos, diários de direção, textos de teatro, convites, cartazes, agendas, recortes de jornais, material audiovisual, entre outros.
Avaliação, seleção e eliminação
Incorporações
Não são esperadas novas incorporações.
Sistema de arranjo
O conjunto documental foi organizado em cinco grupos: 1) Produção intelectual, 2) Produção artística, 3) Produção de eventos e manifestações culturais, 4) Organização administrativa e 5) Correspondência, com seus respectivos subgrupos, séries, subséries e dossiês; além dos dossiês Censura, Espaço Oficina e Imprensa, ligados diretamente ao fundo. Também agrega documentos anexos como material audiovisual, fotografias, cartões-postais, cartazes, plantas de arquitetura, livros, folhetos e periódicos.
Área de condições de acesso e uso
Condições de acesso
Consulta livre.
Condiçoes de reprodução
Documentação protegida por direitos autorais. Para maiores informações sobre a reprodução dos documentos, entre em contato através do e-mail: aeldigit@unicamp.br.
Idioma do material
alemão
catalão
espanhol
francês
inglês
italiano
português do Brasil
russo
sueco
Sistema de escrita do material
Notas ao idioma e script
Características físicas e requisitos técnicos
Instrumentos de descrição
Inventário e listagem do material audiovisual.
O upload do instrumento de pesquisa foi concluído
Área de materiais associados
Existência e localização de originais
Acervo: Sala 1 (Audiovisuais e Fotografias), Sala 4 (TO p. 001-511)
Existência e localização de cópias
Reproduções dessa documentação estão disponíveis no repositório digital do AEL (consulta local).
Unidades de descrição relacionadas
Consulte também no AEL outros conjuntos documentais relacionados ao teatro brasileiro: João Apolinário, Vanda Lacerda e Zilco Ribeiro.
Nota de publicação
CORRÊA, José Celso Martinez. Primeiro ato: cadernos, depoimentos, entrevistas (1958-1974). Coautoria de Ana Helena Camargo de Staal. São Paulo, SP: Editora 34, 1998. 335p.
Nota de publicação
DIONYSOS. Rio de Janeiro: MEC/SEC/SNT, janeiro/1982, n. 26. (Especial Teatro Oficina); LOPES, Karina; COHN, Sergio (Orgs.). Zé Celso Martinez Corrêa. Rio de Janeiro: Beco do Azougue Editorial, 2008.
Nota de publicação
OFICINA 50+: labirinto da criação. Organização de Mariano Mattos Martins. São Paulo, SP: Pancrom, 2013. 267p.
Nota de publicação
SILVA, Armando Sérgio da. Oficina: do teatro ao te-ato. São Paulo, SP: Perspectiva, 1981. 255p., il. (Debates. Teatro, 175).
Área de notas
Nota
Consulte também a página oficial do Teatro Oficina na internet, disponível em: https://teatroficina.com/, além do seu canal na plataforma YouTube, https://www.youtube.com/channel/UCadViR3gaHOUdGMoFYxfJAw, onde é possível encontrar vídeos de entrevistas, gravações de peças e filmes produzidos pelo grupo.
Identificador(es) alternativos
Pontos de acesso
Pontos de acesso de assunto
Pontos de acesso local
Ponto de acesso nome
Pontos de acesso de gênero
Área de controle da descrição
Identificador da descrição
Identificador da entidade custodiadora
Regras ou convenções utilizadas
Descrição baseada em: CONSELHO INTERNACIONAL DE ARQUIVOS (CIA). ISAD (G): Norma Geral Internacional de Descrição Arquivística. Rio de Janeiro: Arquivo Nacional, 2001.
Estado atual
Nível de detalhamento
Datas de criação, revisão, eliminação
01/01/2001 (criação)
Idioma(s)
Sistema(s) de escrita(s)
Fontes
Nota do arquivista
Conjunto documental organizado por Fernanda Ferreira Figueiredo, Lívia Cristina Corrêa, Maria Dutra de Lima, Neiva Gonçalves de Oliveira e Tainá Guimarães Paschoal, técnicas da Seção de Processamento Técnico e Atendimento do AEL, e Priscila Dressano (Bolsista SAE/Unicamp). Descrição arquivística elaborada por Lívia Cristina Corrêa, Maria Dutra de Lima e Neiva Gonçalves de Oliveira.
