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Notice d'autorité
Peter Louis Eisenberg
Personne · 1940-1988

Peter Eisenberg nasceu na cidade de Nova York, Estados Unidos, em 1940. Graduou-se em Filosofia na Yale University, em 1961, e concluiu o mestrado em estudos hispano-americanos e luso-brasileiros pela Standford University, no ano seguinte. Doutorou-se em História da América Latina pela Columbia University, em 1969, com trabalho intitulado "The Sugar Industry of Pernambuco, 1850-1888". Iniciou sua carreira docente em Nova Jersey, onde lecionou de 1964 até 1975. Dividiu o final deste período com o cargo de Lecturer in History, na Univerty of the West Indies, e como Professor Assistente Doutor no Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Unicamp, para onde se transferiu definitivamente em 1975, atendendo à docência, orientação e demais funções. Sua obra abraça o tema do trabalho escravo, especialmente a passagem do trabalho escravo para o trabalho livre. Foi autor de um clássico da história econômica e social brasileira: "Modernização Sem Mudança: a indústria açucareira em Pernambuco, 1840-1910", publicado pela editora Paz e Terra, em 1977.

Grupo SOMOS de Afirmação Homossexual
Collectivité · 1978-1984

O início do que viria a ser o Grupo SOMOS, considerado o primeiro coletivo paulista de militância homossexual, remonta à maio de 1978 quando um pequeno grupo de homens homossexuais decidiu se reunir periodicamente a fim de discutir questões relacionadas à homossexualidade. A proposta era possibilitar o encontro desses indivíduos para além dos ambientes habituais de sociabilidade e proporcionar um espaço em pudessem relatar suas histórias, trocar experiências e desenvolver uma maior conscientização sobre a própria sexualidade. Os encontros foram denominados “reuniões de identificação” e aconteciam, na maioria das vezes, nas residências dos próprios integrantes. A primeira manifestação pública desse grupo ocorreu através da divulgação de uma carta de protesto dirigida ao Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de São Paulo, na qual reclamavam da forma sensacionalista e preconceituosa com que a imprensa retratava os homossexuais. Receosos de se exporem ao grande público, seus membros optaram por assinar o documento com o nome coletivo “Núcleo de Ação pelos Direitos dos Homossexuais”. Em fins de agosto de 1978, o grupo promoveu uma reunião ampliada para outros homossexuais no Teatro da Praça, no bairro paulistano de Santa Cecília. Como forma de acolher novos participantes, foi proposta a criação de vários subgrupos de identificação sendo que, periodicamente, haveria uma reunião geral com a participação de todos. Em dezembro do mesmo ano, foi rebatizado como Grupo SOMOS de Afirmação Homossexual, em alusão ao título da primeira revista homossexual da América Latina, publicada em 1973 pela Frente de Liberación Homosexual da Argentina. Em fevereiro de 1979, participou de um debate público sobre grupos sociais discriminados no Brasil (negros, mulheres, indígenas e homossexuais), realizado no campus da Universidade de São Paulo (USP). Sua atuação nas discussões sobre homossexualidade foi um grande marco na história do grupo, que nessa época estava próximo de completar um ano de existência. A partir desse evento, mais pessoas passaram a fazer parte do SOMOS, inclusive mulheres e, ao final do primeiro semestre daquele ano, suas reuniões juntavam quase uma centena de participantes. O grupo fazia ampla divulgação de suas atividades no jornal carioca “Lampião da Esquina”, criado um mês antes do SOMOS e que também contava entre seus editores com um membro fundador do grupo, o escritor João Silvério Trevisan. No entanto, o relacionamento de alguns integrantes do SOMOS com o periódico acabou se tornando um dos muitos focos de tensão que começaram a surgir dentro do grupo. Apesar de seu aspecto positivo, o crescimento do número de participantes tornava cada vez mais evidente a pluralidade de opiniões e posições políticas entre seus membros. Entravam em conflito duas visões de como deveria ser, de fato, a atuação do coletivo: se ater às questões exclusivamente relacionadas à experiência homossexual ou alinhar-se também às demais pautas do campo da esquerda junto de outras organizações políticas. Além disso, as mulheres, que já haviam organizado um subgrupo lésbico-feminista dentro do SOMOS, reclamavam da falta de representação de suas demandas específicas enquanto mulheres lésbicas e também do comportamento machista por parte de diversos homens do grupo. Logo após a realização do “I Encontro Brasileiro de Homossexuais” e do “I Encontro de Grupos Homossexuais Organizados” em abril de 1980, o SOMOS sofre um grande racha onde diversos integrantes comunicam a sua saída do grupo. Os dissidentes seriam responsáveis pela criação de dois novos coletivos: o Grupo Ação Lésbica Feminista (GALF) e o Grupo Outra Coisa – Ação Homossexualista. Após esse episódio e nova reestruturação interna, o SOMOS finalmente conseguiu estabelecer-se em uma sede na Rua Abolição, no bairro da Bela Vista, local onde promoveu inúmeras atividades como festas, debates e até um clube de cinema. Também passou a publicar o boletim “O Corpo” e participou de ações conjuntas do movimento homossexual como manifestações em repúdio à violência policial contra homossexuais e a campanha pela desclassificação da homossexualidade como “desvio e transtorno sexual”, adotada pelo Instituto Nacional de Assistência Médica da Previdência Social (INAMPS). Contudo, a falta de um rumo ideológico mais concreto, problemas financeiros e dificuldades em conseguir novos membros levaram o Grupo SOMOS a entregar sua sede e encerrar as atividades em meados de 1984.

Luiz Araújo
Personne · 1943-1985

Luiz Araújo foi um estudante de Filosofia da Universidade de São Paulo (USP) que atuou na liderança do movimento estudantil ligado às correntes trotskistas. Foi um dos responsáveis pela estruturação do Movimento Estudantil 1º de Maio (ME1M) como organização política, em 1969. Em novembro de 1970, o ME1M passou a adotar o nome de Organização Comunista 1º de Maio (OC1M). Em 1976, após um longo processo de negociação, ocorre a unificação desta com a Fração Bolchevique Trotskista (FBT), do Rio Grande do Sul, dando origem à Organização Socialista Internacionalista (OSI). Expulso da OSI em 1978, foi professor do instituto que viria a ser o campus da Unesp-Marília.

Zilco Ribeiro
Personne · 1921-1993

Zilco Ribeiro nasceu em Porto Alegre, onde viveu até os 18 anos. Aos 21 anos ingressou na Força Aérea Brasileira, onde conquistou a patente de Capitão Aviador e atuou como instrutor de voo até 1949. Iniciou sua carreira de produtor teatral com a Cia. Organizadora Teatral Cinematográfica Ltda., no Teatro Carlos Gomes, no Rio de Janeiro. Seu primeiro espetáculo foi “Quero Ver-Te de Perto” (1949), com Dercy Gonçalves, Oscarito, Renata Fronzi e o coreógrafo e dançarino Norbert. Terminada a temporada no Teatro Carlos Gomes, transferiu-se para Copacabana, onde passou a residir e ocupar o Teatro Follies, a partir de 1951. Logo tornou-se produtor independente e seguiram-se inúmeros espetáculos. Seus roteiros evidenciavam um grandioso elenco de vedetes cuja produção cuidava pessoalmente, com requinte nos figurinos e adereços. Foi considerado criador de um novo estilo no teatro musicado em forma de revista, aliando ao show de vedetes esquetes inspiradas nas novidades políticas da capital federal com um certo “humor elegante”. Em 1956, trabalhou em São Paulo, no Teatro Natal, na Avenida São João. Após excursionar pelo Brasil, montou em 1960 “O Samba Nasce no Coração”, espetáculo de sua criação, que reuniu a velha guarda do samba: Pixinguinha, Donga, João da Baiana, Ataulfo Alves, Ismael Silva, entre outros. Encerrou sua carreira em 1962 e viveu em Parati, Rio de Janeiro, até o seu falecimento.

Luiz Carlos Prestes
Personne · 1898-1990

Luiz Carlos Prestes nasceu em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, em 1898. Formou-se em engenharia na Escola Militar do Realengo. Era capitão do Exército quando participou do levante dos tenentistas no Rio de Janeiro, em 1922. Em 1924, licenciou-se do Exército e, em 1925, aliou-se aos dissidentes em Foz do Iguaçu com Miguel Costa e deram início à Coluna Miguel Costa-Prestes. Em 1927, com o final da Coluna, permaneceu em Puerto Suarez, na Bolívia, e recebeu o convite de Astrojildo Pereira para o ingresso no Partido Comunista Brasileiro (PCB), o qual foi recusado por Prestes. No ano seguinte, mudou-se para a Argentina e fundou a Liga de Ação Revolucionária (LAR), que acabou extinta alguns meses depois. Ainda em 1930, precisou mudar para o Uruguai. Em 1931, foi para a União Soviética e, em 1934, ingressou no PCB. No ano seguinte, retornou clandestinamente ao Brasil acompanhado da esposa, Olga Benário, a fim de promover uma revolta armada no país. Em 1936, o casal foi preso e Olga enviada para a Alemanha nazista. No campo de concentração deu à luz sua filha Anita e faleceu alguns anos depois. Luiz Carlos Prestes permaneceu preso, no Brasil, até 1945. No ano de 1943 foi eleito secretário-geral do Comitê Central do PCB e, em 1945, foi eleito senador, tendo seu mandato cassado em 1947, juntamente com o cancelamento do registro do partido. Passou a viver novamente na clandestinidade até 1958. Com o golpe militar de 1964 foi obrigado a voltar para a clandestinidade e, em 1971, exilou-se em Moscou com seus filhos e sua segunda esposa, Maria do Carmo Ribeiro. Só retornou ao Brasil em 1979, com a Lei de Anistia. Em 1980, desligou-se do PCB e registrou seus motivos na “Carta aos Comunistas”. Faleceu aos 92 anos de idade no Rio de Janeiro.

Liceu de Artes e Ofícios de Pernambuco
Collectivité · 1880-

O Liceu de Artes e Ofícios de Pernambuco (LAOP) foi inaugurado em 1880 como sede da Escola de Ofícios e mantido pela Sociedade dos Artistas Mecânicos e Liberais de Pernambuco. A instituição ministrava aulas de desenho, arquitetura, aritmética e primeiras letras. A partir de 1961, a Universidade Católica de Pernambuco (UNICAP) assumiu a direção e o patrimônio do LAOP, com a condição de manter o ensino e criar novos cursos profissionais. A instituição foi renomeada para Liceu Nóbrega de Artes e Ofícios e passou a funcionar em outro prédio. Atualmente, existe um projeto de restauro e requalificação do antigo complexo arquitetônico, localizado na Praça da República em Recife.

Paulo Ottoni
Personne · 1950-2007

Paulo Roberto Ottoni nasceu no distrito de Sousas, interior do estado de São Paulo, em 23 de outubro de 1950. Graduou-se em Linguística (1972-1977) e Ciências Sociais (1972-1979) pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), e Licenciatura em Francês pela Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras Oswaldo Cruz (1980-1984). Cursou mestrado (1983-1984) e doutorado (1985-1990) em Linguística pela UNICAMP. Durante o mestrado, foi professor de leitura em francês, além de ter trabalhado em um grupo de estudos do idioma pela mesma universidade. Entre 1995-1998, atuou como representante do Departamento de Linguística Aplicada do Instituto de Estudos da Linguagem (IEL) da UNICAMP na comissão de graduação do mesmo instituto. Realizou seu Pós-Doutorado (1999-2000) na École des Hautes Études en Sciences Sociales de Paris, na França. De volta à UNICAMP, ingressou como professor associado e titular do IEL, atuando nas áreas de teoria, prática e ensino da tradução. Coordenou diversos projetos de pesquisa sobre leitura e tradução da obra do filósofo franco-argelino Jacques Derrida (1930-2004), entre os anos de 1997 e 2003. Nesse mesmo ano, recebeu o Prêmio de Reconhecimento Acadêmico "Zeferino Vaz" pela Universidade. Faleceu em 9 de fevereiro de 2007.

Osvaldo Cordeiro
Personne · 1931-

Osvaldo Cordeiro foi colecionador de equipamentos, registros musicais e revistas sobre rádio, cinema, esporte e fotografia.

Astrojildo Pereira
Personne · 1890-1965

Astrojildo Pereira Duarte da Silva nasceu em Rio Bonito, Rio de Janeiro, no dia 8 de novembro de 1890, filho de Ramiro Pereira Duarte Silva e Isabel Neves da Silva. Iniciou sua vida política na Campanha Civilista com sua filiação ao Centro de Resistência Operária, em Niterói, aproximando-se dos anarquistas. Sua atividade sempre esteve ligada ao jornalismo político e literário. Foi colaborador e diretor de inúmeros periódicos anarquistas e comunistas, entre eles, "A Guerra Social", "A Barricada", "O Debate", "Crônica Subversiva", "Germinal", "Spartacus", "A Classe Operária", a revista "Movimento Comunista", entre outros. Foi um dos fundadores do Partido Comunista Brasileiro durante o congresso realizado em março de 1922. Preso em razão do golpe militar de 1964, foi libertado no ano seguinte por problemas de saúde, vindo a falecer em 21 de novembro de 1965.