Mostrando 17101 resultados

Registro de autoridad
Sin título

ISAD(G), Conselho Internacional de Arquivos, 2. ed.

Sin título

ISAD(G), Conselho Internacional de Arquivos, 2. ed.

CUNHA, Alexandre Eulalio Pimenta da

Alexandre Eulalio nasceu Alexandre Magitot Pimenta da Cunha em 18 de junho de 1932 no Rio de Janeiro. Filho de Eliziário Pimenta da Cunha e de Maria Natália Eulalio de Sousa Pimenta da Cunha. Seus estudos foram realizados na terra natal: Scuola Principe di Piemonte (1937-1941), Colégio São Bento (1942-1948) e Colégio Andrews (1949-1951). Frequentou a Faculdade Nacional de Filosofia (1952-1955), que não chegou a concluir. Participou ali de um curso com Augusto Meyer, com quem trabalharia, logo em seguida, no Instituto Nacional do Livro. Local onde se tornou, ao lado de Brito Broca, redator da 'Revista do Livro' (1956-1965). Publicou em jornais de grande circulação desde 1952: 'O Diário' (Belo Horizonte), 'Estado de Minas', 'Jornal de Letras', 'Correio da Manhã', 'Diário Carioca', 'O Globo', 'Folha de São Paulo', entre outros. Em 1963, recebeu o Prêmio Brito Broca ('Correio da Manhã') com 'O ensaio literário no Brasil'. A partir de meados dos anos 60 diminui sua contribuição nos jornais diários e passa a escrever para revistas especializadas. Em dezembro de 1961 consegue mudar seu nome para Alexandre Eulalio Pimenta da Cunha. Comissionado pelo governo federal, partiu para a Itália em 1966 como leitor brasileiro junto ao Instituto Universitàrio di Venezia, onde permaneceu até 1972. Entre setembro de 1966 e fevereiro de 1967, todavia, foi conferencista-visitante na Universidade de Harvard. Publicou uma quantidade expressiva de prefácios, introduções, apresentações e posfácios. Em formato de livro, entretanto, saiu apenas 'A aventura brasileira de Blaise Cendrars' (1978), que obteve o Prêmio Pen Club do Brasil. Em suas atividades de pesquisas, se dedicou, entre outros temas e pessoas, à elaboração da biografia de Dom Luís, neto de Dom Pedro II. Não concluiu o perfil biográfico do príncipe, mas deixou um vasto material iconográfico e documental, inclusive esboços, notas, discursos sobre membros da família imperial brasileira e colaborou com outros historiadores do período. Traduziu 'O Belo Antonio' de Vitaliano Brancati (1962), 'Nathanael West' de Stanley Edgar Hyman (1964), 'Isadora' de Alberto Savinio (1985) e textos de Jorge Luis Borges que foram publicados no 'Jornal de Letras', na revista 'Senhor' e na 'Leitura'. Dirigiu, em meados do decênio de 1980, a coleção 'Tempo reencontrado' (parceria da editora Nova Fronteira com a Fundação Casa de Rui Barbosa), e colocou em circulação dois textos raros: 'Mattos, Malta ou Matta?' de Aluísio Azevedo e 'O Tribofe' de Arthur Azevedo. Enquanto Assessor Superior do Departamento de Assuntos Culturais do MEC (1972-1975), foi roteirista e orientador da mostra itinerante 'Tempo de Dom Pedro II' e escreveu o roteiro e dirigiu os documentários 'Memória da Independência' e 'Arte Tradicional da Costa do Marfim'. Nesse campo, escreveu o roteiro e dirigiu o curta-metragem 'Murilo Mendes: a poesia em pânico'. Além deste, colaborou com Joaquim Pedro de Andrade no roteiro do longa 'O homem do pau-brasil' (1981). Na condição de Chefe de Gabinete do Secretário Municipal de Cultura de São Paulo (1975-1979), entre outras iniciativas, montou as exposições 'José de Alencar e seu Mundo' e 'Dom Pedro II' e editou vários números especiais do 'Boletim Bibliográfico da Biblioteca Municipal Mário de Andrade'. Atuou como Comissário brasileiro junto ao Ministério das Relações Exteriores, dentro do programa França-Brasil (1984-1985). Participou do Conselho do MASP e do MAM. Esteve ligado, ainda, a inúmeras atividades culturais no Rio de Janeiro e em São Paulo (palestras, cursos, exposições, etc.), particularmente na Casa Rui Barbosa e no Museu Nacional de Belas Artes. É desse período a exposição sobre o autor de 'Menina Morta', organizada pelo amigo Marco Paulo Alvim, cujo catálogo estampou o conhecido ensaio 'Os Dois Mundos de Cornélio Pena' (1979) e o ensaio 'Henrique Alvim Corrêa: Guerra & Paz' (1981), também concebido para apresentar os trabalhos do artista reunidos na Casa Rui Barbosa. Nesse universo, destaca-se ainda a exposição 'Seculo XIX', da qual foi um dos responsáveis, dentro da mostra 'Tradição e Ruptura', patrocinada pela Fundação Bienal de São Paulo em 1984. Em 1979, Eulalio voltou à Universidade brasileira, como docente notório saber no Departamento de Teoria Literária da Unicamp. Lecionou no instituição entre 1980 e 1988. Retomou pontos de interesse e atuou em diferentes projetos. Entre eles, destaca-se 'Literatura e Pintura: simpatia, diferenças, interações' (1979), em que valorizou a perspectiva comparativa, outrora presente em artigos e textos. Nessa fase, também planejou a organização dos volumes da obra de Brito Broca, dos quais publicou três. Alexandre Eulalio faleceu no dia 2 de junho de 1988, na cidade de São Paulo.

A idéia da fundação da Associação de Linguística e Filologia da América Latina, ALFAL, ocorreu durante o IX Congresso Internacional de Linguística, organizado pelo Comitê Internacional Permanente de Linguistas(CIPL / UNESCO), realizado em Cambridge, Massachusetts, em agosto de 1962. Sua efetivação, no entanto, só aconteceu dois anos depois, em uma reunião realizada pelo Instituto de Filologia da Universidade do Chile, em Viña del Mar, Chile. Entre 1966 e 1981, a ALFAL desenvolveu suas atividades em conjunto com o Programa Interamericano de Linguística e Ensino de Idiomas (PILEI). Neste período, à Associação coube a tarefa de organizar congressos, enquanto que, ao PILEI, coube promover projetos coletivos de pesquisa, simpósios e institutos. Em janeiro de 1966, foi realizado em Montevidéu, Uruguai, o I Congresso Internacional da ALFAL. O segundo ocorreu três anos depois, em São Paulo. Até 1981, quando a parceria acaba, devido ao desaparecimento do PILEI, foram realizados mais quatro congressos. A ALFAL assimilou alguns projetos que eram desenvolvidos no PILEI. A nova etapa que se iniciou a partir daí, caracterizou-se, principalmente, pela determinação em se manter a Associação, aumentar seu número de associados e estimular os interessados nas atividades da ALFAL. A partir de 1984, ocorreram mais sete congressos internacionais. O IX ocorreu em Campinas, em agosto de 1990, no Instituto de Estudos da Linguagem da Universidade Estadual de Campinas (IEL/UNICAMP). O XIII Congresso, o último realizado, aconteceu em San José, na Costa Rica, em fevereiro de 2002. A partir de 1989, passou a ser publicado o primeiro número da revista 'Linguística', que em 2002 chegou ao seu 14º número. A ALFAL é constituída por Comissões de Pesquisa, que são o núcleo da Associação. Essas comissões são integradas por especialistas, que se reúnem voluntariamente, e organizadas através de uma agenda de pesquisas, cujos resultados são apresentados nos congressos internacionais. É administrada por uma Diretoria composta de Presidente, Secretário Geral e Tesoureiro, que exercem um mandato de seis anos, sendo renovada, pela metade, a cada três anos. O órgão deliberativo máximo é a Assembleia Geral, convocada a cada três anos pelo Presidente. Seis vogais, igualmente eleitos, fiscalizam e aprovam os informes da presidência, da secretaria e da tesouraria, auxiliando-a em suas deliberações. Delegados regionais nomeados pela Diretoria auxiliam-na nas tarefas administrativas.

Programa Certas Palavras

O Programa 'Certas Palavras' foi concebido em 1980, por iniciativa dos jornalistas Claudiney José Ferreira e Jorge Marques de Vasconcellos, e foi concretizado na forma de um programa veiculado em rádio e que versava sobre livros e ideias. O programa, que contava com uma produção independente, foi ao ar pela primeira vez em 21 de fevereiro de 1981, veiculado pela rádio Gazeta AM de São Paulo. Três meses após sua estreia recebeu premiação da Associação Paulista dos Críticos de Arte (APCA) e, nesse mesmo ano, o prêmio Jabuti. Recebeu o prêmio da APCA ainda outras quatro vezes (1982, 1989, 1991 e 1995) e o prêmio Jabuti outras duas (1982 e 1988). Em Julho de 1982 passou a ser veiculado pela rádio Excelsior de São Paulo, permanecendo no ar até 1983. Voltou ao ar cinco anos depois (1988), agora pela rádio Eldorado AM. A emissora passou por uma reformulação e passou a se chamar Nova Eldorado AM. Durante este intervalo de existência do programa, Jorge Marques de Vasconcellos dirigiu, entre 1985 e 1987, um programa da rádio Cultura AM de São Paulo, inicialmente chamado 'De Letras' e posteriormente teve seu nome alterado para 'De Letras e Artes', nesse programa, ele procurou alcançar os mesmos objetivos do 'Certas Palavras'. Em março de 1991, o programa 'Certas Palavras', que havia permanecido dois anos e meio no ar pela Nova Eldorado AM, foi novamente cancelado. Porém, em julho deste mesmo ano voltou a ser transmitido pela Excelsior AM, emissora que poucos meses depois fez parte do núcleo formador da Rede CBN Brasil. Há no acervo gravações do programa Certas Palavras realizadas até abril de 1996. O programa constitui-se fundamentalmente de entrevistas ou de perfis, de um escritor ou personalidade possuidor de alguma relação com o ambiente cultural nacional, além de debates, coberturas jornalísticas de eventos do mercado editorial, e eventuais entrevistas com autores estrangeiros. O programa ainda estabeleceu intercâmbios culturais com a veiculação de produções radiofônicas e estrangeiras, como os programas 'Livros e Autores', produzido pelo Serviço Brasileiro da Rádio BBC de Londres; 'Prisma Cultural' e 'Berlim com olhos sul-americanos', ambos produzidos pela Rádio alemã 'Deutsche Welle' e, 'Meridiano Zero', produzido pelo Ministério Britânico das Relações Exteriores.