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Registro de autoridad
Turma OK
Entidad colectiva

A Turma OK foi oficialmente fundada em 13 de janeiro de 1961 na cidade do Rio de Janeiro como um grupo voltado para a sociabilidade entre homossexuais. A ideia surgiu de um conjunto de amigos que já se reuniam informalmente em seus apartamentos. Esses encontros ocorriam semanalmente, ou quinzenalmente, e muitos dos seus frequentadores eram moradores da zona sul da cidade. Apesar de a grande maioria ser composta por homens, algumas mulheres também frequentavam as reuniões. Um de seus anfitriões mais conhecidos foi Antônio Peres, um boliviano residente do Edifício Varsóvia, no bairro do Flamengo. A partir daí surgiu a ideia de formar um grupo de nome “Tudo OK”, alcunha que funcionava como uma espécie de senha entre os associados. Logo, no entanto, passaram a denominar-se como “Turma OK”. Em 1962, o grupo reforçou seus quadros com a entrada de homens que participavam de outros círculos homossexuais, entre eles Agildo Bezerra Guimarães, editor do jornal “O Snob”. Com o crescimento do número de participantes, os encontros passaram a acontecer, num primeiro momento, nas dependências do Clube 1° de Maio e depois no Cabaré Casa Nova, uma boate no bairro da Lapa. Permaneceram nesse espaço por três anos antes de se mudarem para uma sede própria. Seu espaço congrega um conjunto variado de atividades que incluem festas, reuniões, concursos e, principalmente, os shows de “artistas-transformistas”, itens emblemáticos do grupo. Apesar da repressão durante a Ditadura Militar e do impacto causado pelo aparecimento da AIDS, o grupo Turma OK conseguiu resistir e continua com suas atividades até a atualidade, sendo uma das organizações de socialização LGBT mais antigas do Brasil.

Robert Auguste Edmond Mange
Persona · 1885-1955

Robert Auguste Edmond Mange, ou Roberto Mange, nasceu em La Tour-de-Peilz, Suíça, no dia 31 de dezembro de 1885. Formou-se em engenharia pela Escola Politécnica de Zurique em 1910. Em 1913, o então diretor da Escola Politécnica de São Paulo, Antônio Francisco de Paula Souza, solicitou professores à Escola Politécnica de Zurique para ministrar aulas no Brasil. Roberto Mange aceita a indicação de lecionar em São Paulo e assume a cátedra de Engenharia Mecânica aplicada às máquinas. Após ter sido convocado para servir durante a Primeira Guerra Mundial, retornou ao Brasil em 1915, indo residir em Ribeirão Pires, próximo à cidade de São Paulo. Com a legislação pertinente ao ensino profissional regulamentada, Roberto Mange tornou-se superintendente do recém criado Curso de Mecânica Prática, depois Escola Profissional de Mecânica do Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo. Defensor do ensino profissional, participou de várias comissões e, em 1929, viajou para Alemanha a fim de observar os cursos profissionais dirigidos aos operários das estradas de ferro. No ano seguinte, organizou o Serviço de Ensino e Seleção Profissional da Estrada de Ferro Sorocabana, do qual foi diretor até 1934. Em 1931, em colaboração com outros especialistas, fundou o Instituto de Organização Racional do Trabalho (Idort), com o qual contribuiria durante muitos anos. Participou de inúmeras comissões, tais como: Comissão de Especialistas para Redação do Código de Educação, em 1933; Comissão Organizadora do Plano de Ensino Profissional, em 1934; e outras ligadas à administração da cidade de São Paulo, relativas à saneamento, urbanização, trânsito e combustíveis. Colaborou com a Escola Técnica Nacional, com a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), com a Escola Técnica Getúlio Vargas, com a Escola Livre de Sociologia e Política, com o Ministério da Educação e Saúde e com as administrações públicas municipal e estadual. De 1940 a 1942, organizou com líderes industriais como Roberto Simonsen e Euvaldo Lodi, a fundação do Serviço Nacional de Aprendizado Industrial (Senai) e foi seu primeiro diretor, tendo exercido o cargo até falecer. Em 1947, retornou à Europa buscando novidades para as escolas técnicas. De 1945 a 1955, colaborou na construção de escolas SENAI em Campo Grande (MS), Anápolis (GO) e Porto Velho (RO), e criou o Serviço de Adaptação Profissional de Cegos para a Indústria de São Paulo, em 1953. Foi condecorado com os títulos de Cavaleiro da Legião de Honra da França, Diretor de Honra do IDORT, Professor Emérito da Politécnica de São Paulo e Mérito no grau de pioneiro por serviços prestados à prevenção de acidentes do trabalho, pelo Ministério do Trabalho, Indústria e Comércio. Faleceu no dia 31 de maio de 1955, em São Paulo, aos 69 anos.