Antonio Augusto Arantes Neto nasceu em 1943 na cidade de São Paulo. Graduou-se em Ciências Sociais pela Universidade de São Paulo (USP), em 1965. Tornou-se mestre em Antropologia Social pela mesma universidade, sob a orientação de Eunice Ribeiro Durham, em 1967, com dissertação sobre o compadrio no Brasil rural. Em 1978, concluiu seu doutorado em Antropologia Social pelo King’s College, da Universidade de Cambridge (Reino Unido), sob a orientação de Sir Edmund Leach. Foi um dos fundadores do Departamento de Antropologia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), instituição a que está vinculado desde 1968. Além de sua ampla e produtiva trajetória acadêmica, presidiu o Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico, Arqueológico e Turístico do Estado de São Paulo (CONDEPHAAT), entre os anos de 1983 e 1984, o Conselho de Defesa do Patrimônio Cultural de Campinas (CONDEPACC), a Associação Brasileira de Antropologia (ABA), entre 1988 e 1990, e o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), de 2004 a 2006. Entre 1990 e 1993, foi Secretário-geral da Associação Latino Americana de Antropologia (ALA) e Vice-Presidente do Comitê Científico do ICOMOS sobre Patrimônio Cultural Intangível, entre 2017 e 2020. Colaborou com a Unesco na elaboração e implementação da Convenção para a Salvaguarda do Patrimônio Cultural Intangível entre os anos de 2000 e 2014. Recebeu a medalha Roquette Pinto (ABA, 2003) por sua contribuição à antropologia brasileira, além da medalha Mário de Andrade (IPHAN, 2017) e homenagens do Centro Cultural Cartola (2005) e da Assembleia Legislativa de São Paulo (2019), por suas contribuições e dedicação em defesa do patrimônio cultural.
Antonio Augusto Almeida (1903-1975) nasceu na cidade de Oliveira (MG). Em 1926 se formou na Faculdade de Medicina de Belo Horizonte. Especialista em oftalmologia, lecionou na USP, onde recebeu o título de professor emérito em 1973. Almeida foi um dos professores pioneiros da Unicamp ainda no início da década de 1960, antes de sua fundação oficial. Foi contratado em 1963 como professor de oftalmologia, tendo sido o primeiro diretor da história da Faculdade de Medicina. Ao ingressar, passou a compor o Conselho de Entidades de Campinas (CEC) até 1965. Na sequência, juntamente com Zeferino Vaz e Paulo Gomes Romeo, foi membro da Comissão Organizadora da Universidade, fundada em 5 de outubro de 1966. Na FCM, foi chefe do Departamento de Oftalmologia e Otorrinolaringologia. Em Campinas, integrava a Associação Médica do Instituto Penido Burnier (IPB), reconhecido e centenário hospital especializado em doenças dos olhos, onde também exercia a clínica oftalmológica. Em 1969 passou a exercer a função de Coordenador das Faculdades da Unicamp até 1973, quando também recebeu o título de professor emérito da instituição.
Antônio Batista Ribas nasceu em 18 de dezembro de 1904, na Fazenda Estância Nova, município de Palmas, estado do Paraná, filho de Rutílio de Sá Ribas e Julia Baptista Ribas. Iniciou seus estudos na escola pública da cidade, indo posteriormente para o Seminário Ginásio Diocesano, em Curitiba, e depois para o Ginásio Paranaense. Graduou-se pela Escola de Engenharia do Paraná em 1928, ano em que iniciou sua carreira no serviço público do Estado. Ao longo de quatro décadas, trabalhou no governo estadual como engenheiro e administrador. Sua atuação mais evidente foi no Departamento de Geografia, Terras e Colonização, onde chefiou a abertura de estradas, reorganizou os serviços de povoamento das terras públicas, elaborou novos mapas para o estado do Paraná e seus municípios e estabeleceu a nova divisão administrativa do Estado com estudos para a divisão dos municípios da faixa de fronteira. Pecuarista e empresário, dedicou-se às melhorias do rebanho bovino em seu estado e foi um dos criadores e primeiro presidente da Associação Paranaense de Criadores de Bovinos. Na mesma época, organizou a Cooperativa dos Criadores do Paraná Ltda., tendo cooperado com a Prefeitura Municipal de Curitiba no abastecimento de carne na capital. Em 1958, foi agraciado com o grau de Comendador pelo Governo da República do Paraguai, por serviços executados na Construção da Estrada de Porto Franco a Assunção, como Diretor da Firma Th. Marinho de Andrade Construtora Paraná S/A. Recebeu ainda dois títulos de Benemerência Pública, um por serviços prestados ao Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (CREA), e outro do IBGE.
