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Registro de autoridade
PEREIRA, Armando de Campos
Pessoa

Natural de Salvador, Armando de Campos Pereira exerce, durante a vida, as atividades de médico legista, jornalista, perito em medicina legal e bibliotecário.

Em 1911, também desempenha a função de auxiliar acadêmico do Instituto Nina Rodrigues, vinculado à Faculdade de Medicina da Bahia, auxiliando o Dr. Oscar Freire de Carvalho na instalação do Serviço Médico Legal da Bahia. Em 1915, passa de auxiliar médico da seção de Estatística Demográfico - Sanitária, ao cargo de médico verificador de óbitos e logo depois passa para o cargo de médico legista. Até 1918, exerce a função de preparador extraordinário da Faculdade de Medicina da Bahia. Em 1920, é exonerado do cargo.

No ano de 1925, Armando de Campos Pereira é jornalista do jornal "A Tarde". No mesmo ano, é diretor interino do Instituto Nina Rodrigues. Em 1934, é nomeado chefe da Divisão de Biblioteca e Cinema Escolares do Departamento de Educação do Distrito Federal. Em 1950, ocupa o cargo de médico legista no Departamento Federal de Segurança Pública.

PERLONGHER, Néstor Osvaldo.

Néstor Osvaldo Perlongher nasceu em 24 de dezembro de 1949, em Avellaneda, na província de Buenos Aires. Estudou na escola primária de Avellaneda (de 1956 até 1963) e na escola secundária Nacional de Comércio nº 1 de Avellaneda(de 1964 até 1967). Entrou para a Universidade de Buenos Aires em 1968, licenciando-se em Sociologia em 1975. Durante este período foi jornalista colaborador da Editorial Atlántida de Buenos Aires (1971). Colaborou também com as publicações Persona (1984 - 1982), revista feminista argentina, El Porteño (1983) e a Folha de São Paulo (1985). Em 1974, foi secretário de redação e correspondência da Confederación General Económica de la República Argentina, também de Buenos Aires, cargo que ocupou até 1976. Foi membro notório da Frente de Libertación Homosexual, que posteriormente se converteu na primeira associação pelos direitos dos homossexuais na América Latina.

No ano em que concluiu o ensino superior (1975), publicou “Evita Vive y otras prosas”, cujo conto homônimo é seu trabalho ficcional mais conhecido. Entre suas publicações, destacam-se: “Austria-Hungria” (1980), sua primeira coletânea de poesias, “La Família Abandónica y sus Consecuencias”, este com a colaboração de Sérgio Perez Alvarez e Ramon Sal Llarguez , “Un nuevo Verso Argentino” (1982), “Alambres” (poemas, 1987); “Hule” (1989) e “Parque Lezama” (1990). Recebeu em 1987 o Prêmio Boris Vian de Literatura, na Argentina, por sua obra poética e ficcional.

Em 1982, no contexto da ditadura civil-militar argentina (1976 - 1983), migrou para o Brasil e radicou-se no estado de São Paulo, onde, em 1986, obteve o título de Mestre em Antropologia Social pela Universidade Estadual de Campinas, no Instituto de Filosofia e Ciências Humanas, tendo como orientadora a Prof.ª. Drª. Mariza Corrêa. Sua dissertação, com título “O negócio do miché: prostituição viril em São Paulo”, foi publicado depois na forma de livro. Em 1983 é publicada nos Estados Unidos uma tradução, em inglês, de seu primeiro livro, agora intitulado “Evita Lives, in My Deep Dark Pain is Love”.
Em 1985, ingressou no corpo docente, do Departamento de Ciências Sociais do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Unicamp. Publicou ainda inúmeros trabalhos técnicos e de esclarecimento baseados em seus estudos, como “O que é AIDS?” (1987) e “El Fantasma Del Sida” (1988). Faleceu na cidade de São Paulo, no dia 26 de novembro de 1992.