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Registro de autoridade
CELANI, Maria Antonieta Alba
Pessoa · 09/12/1923 - 16/11/2018

Filha de Ferruccio Celani e Maria A. R. Celani, Maria Antonieta Alba Celani nasce em nove de dezembro de 1923, na cidade de São Paulo. Descendente de imigrantes italianos, cresce tendo contato com o idioma italiano e o dialeto veneziano, o que desperta seu interesse por línguas.

Inicia os estudos acadêmicos na área das Humanidades ao ingressar no curso de Licenciatura em Letras Anglo Germânicas na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), em 1943. Conclui a graduação em 1946 e, em 1955, obtém uma bolsa do Conselho Britânico para cursar um ano de Especialização em ensino de inglês como língua estrangeira no Instituto de Educação da Universidade de Londres, na Inglaterra. Em 1957, inicia o Doutorado em Letras Anglo Germânicas na PUC-SP, concluindo-o em 1960 com a tese "A Obra Poética de W. H. Davies". Entre 1963 e 1964, cursa uma nova Especialização no English Language Institute, da Universidade de Michigan, nos Estados Unidos. Nos anos de 1995 e 1997, realiza pós-doutorado na Universidade de Liverpool.

Em 1954, ingressa na carreira docente na PUC-SP. Com o auxílio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP), cria em 1969 o Programa de Pós-Graduação em Linguística Aplicada e Ensino de Línguas (LAEL), pioneiro em toda a América Latina na área da Linguística Aplicada. Maria Antonieta Celani coordenará durante dez anos esse Programa, que posteriormente tem a denominação atualizada para Programa de Pós-Graduação em Linguística Aplicada e Estudos da Linguagem, mantendo a sigla LAEL.

Ao longo de sua trajetória profissional, realiza diversas contribuições em projetos para o ensino instrumental de línguas estrangeiras. Em 1970, cria o Projeto Nacional Inglês Instrumental em Universidades e Escolas Técnicas Brasileiras/ Projeto Ensino de Inglês Instrumental em Universidades Brasileiras. Reconhecido nacional e internacionalmente, o Projeto tem grande impacto na educação nacional, envolvendo mais de vinte universidades, agências de fomento científico como a FAPESP e a Fundação Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), além do Conselho Britânico. Como parte desse Projeto, Maria Antonieta Celani cria em 1985 o Centro de Pesquisas, Recursos e Informação em Leitura (CEPRIL), vinculado à PUC-SP e ao LAEL. Em 1995, cria o Programa de Formação Contínua do Professor de Inglês: um Contexto para a Reconstrução da Prática, parceria entre a Associação Cultura Inglesa São Paulo, a PUC-SP, a Secretaria de Estado da Educação de São Paulo e a Secretaria de Educação do Município de São Paulo. Tornado mais recentemente o curso de Especialização em Práticas Reflexivas de Ensino-Aprendizagem de Inglês na Escola Pública, esse Programa é dedicado exclusivamente à formação de professores da rede pública de ensino.

Na área dos periódicos científicos, é membro do corpo editorial de diversas revistas, entre estas, "DELTA", "Revista Brasileira de Linguística Aplicada", "Trabalhos em Linguística Aplicada" e "The ESPecialist". Publica em coorganização diversos livros, entre os quais "The Brazilian ESP Projetct: an evaluation" (1988), "Linguística Aplicada: da Aplicação da Linguística à Linguística Transdisciplinar" e "ESP in Brazil: 25 years of reflection and evolution" (2005). Também organiza obras de referência nas áreas do ensino de língua estrangeira e Linguística Aplicada, como "Professores e formadores em mudança: relato de um processo de reflexão e transformação da prática docente" (2003), "A Abordagem instrumental no Brasil. Um projeto, seus percursos e seus desdobramentos" (2009), e "Reflexões e ações (trans)formadoras no ensino-aprendizagem de inglês" (2010).

Em reconhecimento a sua atuação em prol do ensino de inglês no Brasil, recebe em 1978 o título de "Officer of the British Empire". Em 2003, recebe o título de Professora Emérita da PUC-SP. Em sua homenagem, são publicados diversos livros no Brasil e no exterior, entre os quais se destacam "Reflections on Language Learning" (1994), "Linguística Aplicada na Modernidade Recente - Festschrift para Antonieta Celani" (2013) e "Maria Antonieta Alba Celani e a Linguística Aplicada: pesquisadores multiplicadores em (inter)ações" (2013).

Maria Antonieta Alba Celani falece na cidade de São Paulo, em 16 de novembro de 2018.

Celeste Fon
Pessoa · 1944 -

Fundado em 12 de maio de 1978, em São Paulo, o Comitê Brasileiro pela Anistia (CBA-SP) foi constituído por representantes de entidades, sobretudo sindicais, que formavam núcleos profissionais dentro da organização. Em julho de 1978, divulgou uma carta de princípios e seu programa mínimo de ação. Em setembro do mesmo ano, diversos CBAs participaram do “I Encontro Nacional de Movimentos pela Anistia”, aprovando a Carta de Salvador, a qual explicitava os objetivos da anistia ampla, geral e irrestrita, e reivindicava liberdades democráticas e reformas políticas. O encontro também deliberou pela realização, no mês seguinte, do “I Congresso Nacional pela Anistia”, em São Paulo. Celeste Fon atuou na Comissão de Familiares de Presos Políticos do Comitê Brasileiro pela Anistia (CBA-SP), envolvida na luta de seus familiares, os prisioneiros políticos Antonio Antonio Carlos Fon e Aton Fon Filho. Aton Fon Filho foi, no final de 1969, preso e torturado por sua atuação na Ação Libertadora Nacional (ALN), organização comandada por Carlos Marighella. Após permanecer por quase uma década em cárcere, formou-se em Direito e passou a advogar em favor de causas e movimentos sociais, tais como o Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra (MST), especializando-se em conflitos agrários e direitos de populações tradicionais. Também foi membro da Rede de Advogados Populares, atuando como advogado de militantes e presos políticos. Mesmo tendo sido libertado ainda durante o período militar, Aton Fon só foi legalmente anistiado em outubro de 2013, pela Caravana da Anistia.

Central Intelligence Agency
Entidade coletiva · 1947-

A Central Intelligence Agency (CIA) ou Agência Central de Inteligência, é uma entidade civil do governo dos Estados Unidos responsável por investigar e fornecer informações de segurança nacional para o Presidente e seu gabinete. A CIA também se engaja em atividades secretas, coleta de dados e contrainteligência, mas não exerce, a priori, nenhuma função doméstica, se focando em assuntos externos. É a sucessora da Agência de Serviços Estratégicos (OSS, na sigla em inglês), formada durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945) para coordenar as atividades de espionagem entre os ramos das Forças Armadas dos Estados Unidos.