Dino Ferraresi nasceu em 26 de março de 1924, em São Paulo, SP. Formou-se Engenheiro Mecânico e Eletricista na Escola Politécnica da Universidade de São Paulo USP, em 1950. Chegando na UNICAMP em 1969, Dino Ferraresi foi contratado como Professor Titular na Faculdade de Engenharia Mecânica FEM. Aposentou-se compulsoriamente em 1990 e faleceu em 8 de setembro de 1991. Dentre os títulos obtidos e cargos ocupados, destacam-se: Doutorado Technische Hochschule Munchen / Alemanha (1960) Engenheiro Mecânico e Eletricista Escola Politécnica Universidade Paulista USP (1950) Professor Titular Faculdade de Engenharia UNICAMP (1972 1990) Membro do Conselho de Curadores da FUNCAMP Superintendente do Centro de Tecnologia (1983 1986) Membro do Conselho Editorial da FUNCAMP (1979 1981) Coordenador do Departamento de Engenharia Mecânica (1971 1972) Coordenador do Centro de Tecnologia UNICAMP (1969 ?) Presidente do Comitê de Mecânica da Associação Brasileira de Normas Técnicas ABNT Presidente do Conselho Técnico da Associação Brasileira de Normas Técnicas ABNT Membro do Conselho Diretor da Fundação Tropical de Pesquisas e Tecnologia André Tosello Membro do Conselho da Associação Brasileira de Comando Numérico SOBRACON Membro da Associação de Engenheiros e Arquitetos de Campinas, da Associação Brasileira de Metais ABM, da Associação Brasileira de Engenheiros Eletricistas Membro da Diretoria da Fundação Tropical de Pesquisas e Tecnologia André Tosello.
A Diretoria Acadêmica (DAC) teve origem com a Seção de Alunos em 1963, que funcionava nas dependências da Maternidade de Campinas, por ocasião da instalação do curso de Medicina. Dez anos depois, por meio da Portaria GR-074/1973, o órgão passou a se chamar Serviço de Registro e Controle Acadêmico (SERCA), com a responsabilidade de todas as atividades de registro escolares da Unicamp, ligado à Secretaria Geral (SG). Oficialmente passou a ser DAC em 1975, a partir da Portaria GR-205/1975, que estabeleceu competências e fixou a estrutura do órgão. Por alguns anos esteve vinculada à Coordenadoria Geral da Universidade (CGU), depois à Pró-reitoria de Graduação (PRG) e, em outubro de 2013, voltou à CGU. A DAC é o órgão executivo e informativo da Unicamp, incumbido do registro e controle do corpo discente dos cursos de graduação, pós-graduação, especialização e extensão. Tem como missão planejar, administrar e apoiar atividades acadêmicas em seus diversos níveis de ensino, bem como subsidiar decisões institucionais, com plena observância dos preceitos legais.
A Diretoria da Faculdade de Ciências Médicas (FCM) desempenhou um papel fundamental na fundação e consolidação da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Embora a FCM tenha sido a primeira instituição da Unicamp a ser instalada, ela sempre esteve subordinada à Reitoria, atuando como uma pioneira em uma universidade ainda em implantação.
A criação da FCM foi iniciada em 1963, quando o Reitor da Unicamp contratou o primeiro professor e nomeou o primeiro diretor da faculdade, o Prof. Antonio Augusto de Almeida. Juntos, eles foram encarregados de encontrar um local e os recursos necessários para iniciar o funcionamento da FCM. Enquanto isso, a Reitoria também começava a ser organizada.
Primeiro curso e instalações
Em 20 de maio de 1963, nas instalações provisórias localizadas no prédio cedido pela Maternidade de Campinas, foi ministrada a primeira aula do Curso de Medicina, na disciplina de Histologia, com a presença do Reitor, Prof. Cantídio de Moura Campos. Esse evento marcou o início oficial do curso e da atuação da FCM.
Estrutura administrativa inicial
Paralelamente ao início das atividades acadêmicas, foi instalado o Conselho de Curadores da Unicamp, previsto na Lei nº 7.655, que atuava como órgão de governança da universidade, desempenhando funções equivalentes às do Conselho Universitário.
Assim, a Diretoria da FCM foi peça-chave no estabelecimento da Unicamp, não apenas por viabilizar o primeiro curso da universidade, mas também por organizar a estrutura administrativa e acadêmica que serviria de base para o crescimento da instituição.
A Diretoria de Apoio Didático Científico e Computacional (DADCC) da Faculdade de Ciências Médicas (FCM) da Unicamp surgiu como resultado de um processo evolutivo iniciado com a própria criação da FCM, na década de 1960. Desde o início, a Faculdade demonstrou preocupação em oferecer suporte aos docentes, especialmente na elaboração de materiais didáticos e no uso de equipamentos para projeções em atividades de ensino.
Nos anos 1960 e 1970, esse suporte era proporcionado por duas áreas distintas:
- Setor de Recursos Visuais: focado no apoio a projeções para aulas de graduação.
- Área de Desenho: responsável pela produção de materiais ilustrativos como livros, apostilas, diapositivos e cartazes.
Com o advento da era computacional, nos anos 1980, surgiu uma Comissão de Informática, operando de forma independente dessas áreas, mas também subordinada à direção da FCM.
Em 1986, durante a gestão do Prof. José Aristodemo Pinotti na reitoria da Unicamp, houve uma reformulação interna. As áreas de apoio existentes foram integradas, dando origem ao Centro de Recursos Audiovisuais, que expandiu suas atividades. Foram criados:
- Um laboratório para revelação de diapositivos coloridos (cromos) e fotografias em preto e branco.
- Uma área de documentação científica para registro fotográfico de casos clínicos de interesse científico.
Nos anos 1990, com a crescente informatização da FCM, foi criada uma área de Computação Gráfica no Laboratório de Informática, para produção de diapositivos por meio de equipamentos avançados da época. Em 1993, durante a gestão do Prof. Fernando Ferreira Costa como diretor da FCM, essa área foi incorporada ao Centro de Recursos Audiovisuais, ampliando os serviços oferecidos.
Em 1996, como parte de um projeto para otimizar as atividades de ensino e pesquisa, a Congregação da FCM aprovou a criação da Diretoria de Apoio Didático Científico e Computacional (DADCC). A nova diretoria incorporou:
- O Laboratório de Informática.
- Novas subáreas, como edição e editoração de textos e teses.
Em 2010, a subárea de editoração foi desativada e, em 2014, a DADCC foi reorganizada, resultando na criação de duas novas áreas:
- Suporte Didático e Divulgação Científica.
- Núcleo de Tecnologia da Informação (NTI).
Dessa forma, o fundo documental da DADCC foi encerrado, e os documentos produzidos e recebidos após sua extinção passaram a ser organizados conforme as novas áreas criadas.
Atuação da DADCC no ensino à distância:
O coordenador da DADCC desempenhou um papel importante na criação da área de Ensino à Distância na FCM, resultando em uma coleção documental específica sobre o tema, vinculada ao acervo da diretoria.
Essa trajetória demonstra como a DADCC desempenhou um papel central no suporte técnico, didático e científico da FCM, acompanhando e adaptando-se às transformações tecnológicas e acadêmicas ao longo das décadas.
Vinculada à Pró-reitoria de Extensão, Esporte e Cultura (ProEEC), de acordo com a Deliberação CONSU-A-017/2019, a Dcult tem como objetivos institucionais a garantia da amplitude de direitos culturais constitucionais no ambiente acadêmico, associados aos demais direitos cidadãos, de modo a propiciar a presença das variadas formas de manifestação, participação ampla de todos os segmentos e áreas de conhecimento, com condições de adaptação e acessibilidade universal. Entre os órgãos do DCult estão o Espaço Cultural Casa do Lago (Ecult) e o Centro Cultural Unicamp (CIS-Guanabara).
A DEdIC, enquanto divisão responsável pela primeira etapa da educação Básica (creches e pré-escola) e pela educação complementar oferecida em contraturno escolar, na modalidade não formal, tem por objetivo oportunizar vivências e experiências socioeducativas e culturais diversificadas para crianças que integram a comunidade universitária. O nome oficial de criação foi Centro de Convivência Infantil (CCI) e, algum tempo depois, CECI, conforme a Portaria GR-268/1983, publicada pouco mais de um ano após a inauguração do espaço, ainda alugado temporariamente. Inicialmente, cerca de 30 crianças foram beneficiadas. Filhos de funcionários permaneciam no local durante toda a jornada de trabalho dos pais. A conquista foi fruto de reivindicação dos funcionários da Universidade desde 1975, quando a então Comissão de Assistência Social encaminhou à Reitoria a primeira proposta de criação de uma creche. A fundação do Centro também aconteceu em conformidade com a Emenda Constitucional nº 31, que estabelecia que repartições públicas deveriam dar assistência aos filhos de funcionários durante o horário de expediente.O órgão foi inicialmente vinculado à Coordenadoria Geral das Faculdades (CGF). Em 1998, conforme Portaria GR-198/1998, passou a ser subordinado à Pró-reitoria de Desenvolvimento Universitário (PRDU), respondendo ao coordenador da Diretoria Geral de Recursos Humanos (DGRH). Ao longo dos anos, o Centro passou por diversos períodos de expansão de atendimentos, projetos pedagógicos, ampliação de espaços físicos e reestruturação administrativa.
