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Registro de autoridade
Walter August Hadler

Walter August Hadler nasceu em 16 de outubro de 1919, em São Paulo/SP. Formou-se Médico pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo – USP, em 1943 e Doutorou-se em Medicina pela Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, em 1955, na qual foi professor Livre-Docente na área da Morfologia Humana, Funcional e Aplicada. Chegando na UNICAMP em 1963, foi contratado como Professor Titular e designado a criar e dirigir o Departamento de Histologia e Embriologia da Faculdade de Ciências Médicas – FCM. Walter August Hadler é considerado um dos pioneiros da fundação da UNICAMP. Aposentou-se em 1989, porém continuou com as suas atividades até 1992. Faleceu em 30 de novembro de 1998, aos 79 anos. Dentre os títulos obtidos e cargos os quais Walter August Hadler, destacam-se: Livre Docência Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, da Universidade de São Paulo – USP (1962) Doutor em Medicina Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, da Universidade de São Paulo – USP (1955) Médico Faculdade de Medicina Universidade de São Paulo – USP (1938 – 1943) Chefe de Departamento de Morfologia (1975 – 1980) Presidente do Conselho Interdepartamental do Instituto de Biologia – UNICAMP (1969 -1982) Presidente do Conselho de Coordenadores – UNICAMP (1968) Membro da Comissão de Ensino – UNICAMP (1967 -1980) Diretor do Instituto de Biologia – UNICAMP (1967 -1982) Membro do Conselho Diretor – UNICAMP (1967 – 1982) Coordenador do Instituto Central de Biologia – UNICAMP (1967 – 1969) Diretor do Instituto de Morfologia – UNICAMP (1964 – 1966) Membro do Conselho de Curadores – UNICAMP (1964 -1966) Chefe de departamento de Histologia e Embriologia (1963). Membro da Comissão Científica da Sociedade Paulista de Leprologia (1954 – 1956) Coordenador de Seção de Quimioterapia Experimental da Lepra (1952 -1954) Membro da Comissão de Reogarnização e Redator da Revista Brasileira de Leprologia (1949 – 1954) Diretor da Seção de Patologia Experimental Instituto de Pesquisas Terapêuticas de Lepra (1947 – 1954) Secretário da Sociedade Paulista de Leprologia (1951).

Voz da Unidade (Jornal)
Entidade coletiva · 1980-1991

O jornal “Voz da Unidade” surgiu em março de 1980, em São Paulo, como periódico porta-voz do Partido Comunista Brasileiro (PCB). Em suas páginas, publicava colunas de política, economia, cultura, educação, sindicalismo, noticiário nacional e internacional, questão feminina e esportes. Seu primeiro diretor responsável foi Henrique Cordeiro, que exerceria o cargo até 1983, sendo o Conselho Editorial da época formado por Armênio Guedes, Lindolfo Silva, Teodoro Melo e Gildo Marçal Brandão. João Avelino assumiu a direção do jornal a partir de maio de 1983, sendo sucedido no cargo por Luís Carlos Azedo, a partir de outubro de 1987. Defendeu as ideias veiculadas pelos militantes comunistas em todo o país, reforçou a busca por unidade das forças democráticas e foi também incentivador das campanhas pela legalidade do PCB, pelo fim da ditadura militar e pela estabilidade econômica. Em diversas cidades do Brasil, os militantes “Amigos da Voz” montaram comitês de apoio e difusão do jornal nos bairros, escolas e locais de trabalho com a finalidade de obter legitimidade, maior popularidade e, em diversos momentos, angariar fundos para sua continuidade. Ao longo dos 11 anos, 516 edições do jornal foram publicadas, ainda que os dois últimos números, de 1991, contassem com um novo nome, isto é, “Partido Novo”, anunciando mudanças no velho PCB. A última edição do jornal circulou em junho de 1991, dedicada especialmente às resoluções políticas do IX Congresso do PCB, realizado no Rio de Janeiro.

Verena Stolcke
Pessoa · 1938-

Verena Stolcke nasceu na cidade de Dessau, Alemanha, em 1938. Dez anos mais tarde, emigrou com a família para Buenos Aires, na Argentina, onde viveu em uma comunidade alemã até a sua juventude. Retornou ao país natal em 1958 para viver na cidade de Munique, onde trabalhou por alguns anos como secretária multilingue. Entre 1962 e 1964, atuou como assistente de pesquisa de um grupo de economistas e sociólogos da Universidade de Stanford, Estados Unidos, onde fez um curso noturno de Antropologia e conheceu o economista Juan Martinez-Alier, com quem se casou e teve duas filhas, Nuria (1966) e Isabel (1969). Concluiu os estudos em Antropologia Social pela Universidade de Oxford, Reino Unido, em 1966, e no ano seguinte, através de um intercâmbio com a Universidade de Havana, Verena Stolcke e Juan Martinez-Alier partiram para Cuba a fim de desenvolverem suas pesquisas de doutorado. Após descobrir e trabalhar com farta documentação no Arquivo Nacional de Havana, Verena apresentou sua tese de antropologia histórica na qual analisou as proibições de casamentos inter-raciais na Cuba colonial, sob a orientação de Peter Rivière, em 1970. Neste mesmo ano, a partir de um convite de Fausto Castilho (1929-2015), foi co-fundadora do atual Departamento de Antropologia do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Estadual de Campinas, juntamente com Peter Fry e Antônio Augusto Arantes. Atuou como professora na Unicamp durante nove anos, ministrando disciplinas sobre teoria antropológica, família e parentesco. Nesse mesmo período (1973-79), desenvolveu uma pesquisa de campo com trabalhadoras eventuais nas plantações de café situadas nos arredores do atual distrito de Barão Geraldo, analisando como se davam as situações de exploração, desigualdades sociais e de gênero. Também no tempo que passou em Campinas, fez parte do grupo que organizou a “I Semana da Mulher da Unicamp”, em 1978, junto de Mariza Corrêa, a quem orientou os estudos de mestrado. Deixou o Brasil em 1979 para estabelecer-se na Espanha, onde integrou o Departamento de Antropologia Social e Cultural da Universidade Autônoma de Barcelona, sendo que, a partir de 1984, como professora titular. Durante sua trajetória acadêmica, foi professora visitante e pesquisadora em diversas universidades da Europa, Américas e África. Também fez parte de um grande número de instituições, tais como, Associação Europeia de Antropólogos Sociais e Instituto Catalão de Antropologia. Ao longo de sua carreira intelectual, se dedicou a questões relacionadas às conexões entre raça, gênero e classe, além de abordar temas como nacionalismo, racismo, cidadania e biotecnologias. Atualmente aposentada, é reconhecida como uma das principais antropólogas e feministas contemporâneas, especialmente nos países iberoamericanos.