O Centro de Lógica, Epistemologia e História da Ciência (CLE) foi criado pela Portaria GR-038/1977. Conforme a Deliberação CONSU-A-10/2002, que dispõe sobre o seu regimento, o CLE tem como objetivos promover e incentivar pesquisas, publicações, seminários, colóquios e preservação de acervos ligados às áreas de atuação do centro, cujos pesquisadores se dedicam aos estudos de lógica, racionalidade, epistemologia e história da ciência. Essa área da filosofia é interdisciplinar e base para outras ciências e produção do conhecimento.
O Centro de Memória e Arquivo da Faculdade de Ciências Médicas (FCM) é uma unidade dedicada à preservação, organização e disseminação do patrimônio documental da instituição. Inaugurado em 26 de maio de 2008, o Centro integra três componentes principais: o Arquivo Setorial, o Grupo de Estudos História das Ciências da Saúde (GEHCSaúde) e a Comissão Setorial de Arquivos. Sua missão é garantir a preservação e o acesso às informações contidas em seus acervos, beneficiando tanto a comunidade acadêmica quanto o público externo, com foco em atividades de pesquisa, educação e promoção do conhecimento.
Estrutura Física
O Centro ocupa uma área de 600 m², organizada para atender suas diversas funções:
- Recepção e Atendimento ao Pesquisador: espaço que também abriga atividades de catalogação e digitalização de documentos.
- Área Administrativa: suporte para as operações internas.
- Sala do Acervo Histórico: destinada à guarda de documentos em caráter permanente.
- Sala do GEHCSaúde: utilizada para reuniões, apresentações e atividades relacionadas ao grupo de estudos.
- Espaço Técnico: dedicado à higienização e ao processamento técnico da documentação.
Grupo de Estudos História das Ciências da Saúde (GEHCSaúde)
O GEHCSaúde foi criado em março de 2007 com o objetivo de fomentar o ensino, a pesquisa e a extensão relacionados à história das ciências da saúde. Seu foco está em promover uma compreensão aprofundada e contextualizada das ciências da saúde sob uma perspectiva histórica, abrangendo tanto estudos gerais quanto temas específicos de interesse da comunidade científica da FCM. O grupo também organizou eventos e promoveu ações educativas voltadas à valorização da história da área da saúde.
Contribuição para a Comunidade
O Centro de Memória e Arquivo da FCM desempenha um papel estratégico na preservação do patrimônio histórico da instituição, disponibilizando informações valiosas que auxiliam na produção de conhecimento e na valorização da história das ciências da saúde. Por meio de seu acervo e de atividades como digitalização, pesquisas históricas e eventos, o Centro busca conectar o passado ao presente, proporcionando um legado documental que beneficia tanto a academia quanto a sociedade.
O Cecult é vinculado ao Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Unicamp, foi criado em 1995 por docentes do Departamento de História. Sua vocação é criar condições, apoiar e realizar projetos e estudos voltados à reflexão do pensamento tradicional (dentro e fora da academia) sobre as classes populares e suas relações com a cultura. Apresenta quatro grandes áreas de interesse, a saber: culturas e identidades entre africanos e seus descendentes; cultura de classe: trabalhadores urbanos; os literatos e os outros: uma história social da literatura; cultura do povo, cultura nacional: tradições e festas. Parte das verbas que financiam os projetos da instituição, destinam-se a compra de fontes microfilmadas, que são enviadas ao AEL para serem incorporadas no seu acervo. Desta feita, as pesquisas realizadas em documentos do período tais como imprensa, legislação, arquivos pessoais e relatórios ministeriais, adquirem importante significado no tocante ao acesso às informações da vida cultural, social e política dos indivíduos e de seus grupos sociais.
Fundado em 06.07.1977, com sede na cidade de Campinas, o Controle de Doenças Materno-Infantis de Campinas (CEMICAMP) e a Unicamp assinaram um Termo de Acordo e Cooperação em 27.04.1978, visando o intercâmbio de conhecimentos e a cooperação nos seus programas de trabalho. O acordo tem como finalidade a conjugação de esforços da Unicamp e do CEMICAMP dentro de seus objetivos comuns de bem estar físico, mental e social do binômio materno-infantil, otimizando os recursos existentes. Dentro dos objetivos do CEMICAMP estão: o controle de doenças próprias da mulher e das crianças na região de Campinas, particularmente daquelas que se constituíram em problemas de saúde pública, englobando ações de prevenção, detecção, diagnóstico precoce e propedêutica das doenças das mulheres e crianças.
Criado pela Portaria GR 24/92, de 11.03.1992, o Centro de Qualidade e Certificação da Unicamp (Unicamp-CQC), tinha como objetivos examinar, analisar e estudar produtos da indústria, sistemas ou serviços através de critérios cientificamente adequados e dentro das áreas de conhecimento da universidade realizar estudos, pesquisas, cursos e seminários sobre qualidade e produtividade, bem como outras atividades afins, entre outros. Foi extinto pela Portaria GR 125/98, de 02.07.1998, sendo substituído pelo Escritório de Difusão e Serviços Tecnológicos (EDISTEC).
Em 1986, foi implantado o Centro de Saúde da Comunidade (CECOM) via Portaria GR-095/1986 com a proposta de assegurar o planejamento e a execução de programas de atenção à saúde da comunidade. O ambulatório Médico de Odontologia (AMO), Serviço de Medicina e Segurança do Trabalho (SESMT), Centro de Convivência Infantil (CECI) e Ambulatório de Assistência à Mulher (AAM) integraram a Coordenadoria. Após algumas reestruturações, em 1992 e em 2001, respectivamente, o CECI e o SESMT foram transferidos para outras estruturas da Universidade. Por meio de programas, grupos e comissões, congrega ações de promoção, prevenção, assistência e reabilitação em saúde. Oferece assistência ambulatorial gratuita, seja agendada ou em pronto-atendimento, em várias especialidades médicas como clínica geral, saúde mental, fisioterapia, nutrição, enfermagem e odontologia. Desde a criação da Diretoria Executiva da Área da Saúde (DEAS), por meio da Resolução GR-026/2017, o CECOM passou a ser subordinado administrativamente a essa instância.
Previsto inicialmente pelos Estatutos da Unicamp, baixados pelo Decreto Estadual 52.255/1969, o Centro de Tecnologia (CT) iniciou suas atividades em 1972, com o objetivo de buscar respostas aos desafios tecnológicos do país. Ficou subordinado à Coordenadoria Geral da Universidade (CGU), de acordo com a Resolução GR-057/2003. Atuou no desenvolvimento de pesquisas aplicadas, assistência tecnológica ao meio industrial e o apoio à formação e capacitação de recursos humanos, sobretudo por meio de estágios e treinamentos. O CT foi extinto com a aprovação da Deliberação CONSU-A-046/2008.
Fruto de um convênio firmado entre a Secretaria da Educação do Estado de São Paulo e a Unicamp em 1987, foi inicialmente denominado Núcleo Avançado de Centro de Educação Supletiva (Naces). Passou a denominar-se Centro Estadual de Educação Supletiva "Paulo Decourt" (CEES) pelo Decreto Estadual nº 30.558/1989, subordinado à Pró-reitoria de Extensão e Assuntos Comunitários (PREAC), atual Pró-reitoria de Extensão, Esporte e Cultura (ProEEC) e, em 1998, à Pró-reitoria de Desenvolvimento Universitário (PRDU). O programa visava atender as demandas dos funcionários da Universidade que aspiravam retomar seus estudos. Em 1990, o curso foi ampliado para o ensino médio. Teve como objetivo o ensino supletivo desde o ensino fundamental, direcionado a jovens e adultos que não concluíram a escolarização regular na idade própria. Em 2009, a denominação Educação Supletiva foi alterada para Educação de Jovens e Adultos (EJA), com base na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB). Com essa adequação, o CEES passou a ser CEEJA “Paulo Décourt”, que, instalado no Centro Cultural Unicamp (CIS-Guanabara), esteve integrado à Unicamp até 2010.
Idealizado em 1971 por Miriam Botassi, Rosa Beatriz Gouvêa, Sônia Cailó, o Centro Informação Mulher - CIM surgiu a partir da reflexão de um grupo de feministas inconformadas com o apagamento das mulheres da história da humanidade, neste contexto, a urgência de um centro de memória, documentação e informação para subsidiar pesquisas, estudos, informações e a organização da história recente e remota das mulheres, se fez imprescindível para reparar o Epistemicídio relacionado a 52% da população mundial, além circunstanciar a história contemporânea da vida e luta das mulheres no Brasil, na América Latina e no mundo. Assim, em 30 de junho de 1981 foi fundada a Associação Centro Informação Mulher, uma entidade feminista, sem fins lucrativos. A entidade se fez território para acolher o movimento de mulheres e assessorar grupos populares, entidades sindicais, pesquisadoras(es), além de palpitar informações sobre a agenda de gênero através de boletins, periódicos e se tornou conhecida por centralizar reuniões de grupos, atividades culturais/artísticas e fóruns permanentes, além da participação ativa na organização de encontros, conferências e seminários, desenvolvendo projetos e convênios de caráter federal, estadual e municipal, dentre outras atividades. Atuando multidisciplinarmente, o CIM desenvolve projetos, pesquisas, assessorias promove eventos externos e internos, na sede situada na região central da cidade São Paulo, acontecem atividades como reuniões, oficinas, apresentação teatral, ações de geração de renda, rodas de conversa, saraus, mostra e instalações, cursos, seminários, além de disponibilizar uma biblioteca para consultas de pesquisadoras/es nacionais e internacionais nas mais diversas áreas do conhecimento. Ao longo da história, o CIM, em estado permanente de resistência, pôde registar o surgimento de tantas outras organizações feministas, ao mesmo tempo em que sobreviveu violento despejo realizado pela administração Kassab, que invadiu a sede do CIM com máquinas, sob pretexto de uma reforma da praça, e, novamente, no dia 02 de março de 2023, enfrenta um processo violento de despejo e reintegração de posse, desta vez sendo acolhido pela União de Mulheres de São Paulo.
Instituído pela Faculdade de Ciências Médicas (FCM) em 1986, foi criado oficialmente pela Deliberação CONSU-A-024/1990, com a denominação de Centro Integrado de Pesquisas Oncohematológicas da Infância (CIPOI). Seu objetivo inicial era desenvolver pesquisa básica e aplicada destinada ao estudo das crianças portadoras de leucemias agudas. Hoje, também trabalha na criação de biblioteca celular para estudo da evolução clínica de pacientes leucêmicos. O Centro é responsável pela triagem neonatal das Diretorias Regionais de Saúde de Campinas, São João da Boa Vista, Bauru, Marília e Presidente Prudente. A Portaria GR-136/1997 alterou sua denominação para Centro de Investigação em Pediatria (CIPED), porém o CIPOI segue em funcionamento.
