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Datas de existência
Histórico
Bernardo Élis Fleury de Campos Curado nasce em quinze de novembro de 1915, em Corumbá de Goiás (GO).
Filho do poeta Érico José Curado e de Marieta Fleury Curado, inicia os estudos primários com seu pai, por quem teve despertado o gosto pelas Letras e Literatura. Em 1923, viaja para a casa do avô materno, em Goiânia, onde matricula-se no Grupo Escolar local. No ano seguinte, retorna para Corumbá de Goiás e continua os estudos com o pai. Em 1927, aos doze anos, escreve seu primeiro conto, inspirado por “Assombramento”, de Afonso Arinos. No ano seguinte, viaja com a família para Goiânia, onde conclui, em 1937, o curso ginasial no Liceu de Goiás. Em seguida, interrompe os estudos por dois anos, concluindo, em 1940, o curso clássico no Liceu de Goiânia.
Inicia sua carreira pública em 1934, como tesoureiro da Prefeitura Municipal de Corumbá de Goiás. Ainda em 1934, passa a escrever poesias e enviar colaborações de cunho modernista para os jornais de Goiânia. Em 1936, assume as atividades de escrivão da Delegacia Especial de Polícia em Anápolis (GO) e, nesse mesmo ano, é nomeado Delegado de Polícia de Corumbá de Goiás. Dois anos depois, em 1938, passa à função de escrivão do Cartório do Crime, ainda em Corumbá de Goiás. Em 1939, transfere-se para Goiânia, onde é nomeado secretário da Prefeitura Municipal e chega a exercer, por duas vezes, as atividades de prefeito municipal. Permanece no cargo até 1942, ano em que viaja ao Rio de Janeiro com a intenção de ali se fixar. No entanto, em 1943, regressa para Goiânia, onde assume o cargo de técnico do Departamento Estadual de Assistência ao Cooperativismo de Goiás. Além disso, funda, juntamente com Gerson de Castro Costa e Zecchi Abrahão, a revista “Oeste”, que circula em Goiás de 1942 a 1944, publicando nela o conto “Nhola dos Anjos e a cheia de Corumbá”.
Ainda em 1944, casa-se com a poetisa Violeta Metran, com quem tem três filhos: Ivo, Silas e José Simeão. Nesse mesmo ano, publica, pela Bolsa de Publicações de Goiânia, o livro de contos “Ermos e gerais”, obtendo sucesso nacional.
Em 1945, participa do Primeiro Congresso de Escritores de São Paulo, mesmo ano em que funda a Associação Brasileira de Escritores, da qual torna-se presidente. No mesmo ano, forma-se em Direito pela Faculdade de Direito de Goiânia e torna-se professor de História, Geografia e Língua Portuguesa da Escola Técnica de Goiânia, também lecionando no ensino público estadual e municipal. No mesmo período, entre 1945 e 1968, exerce também a função de advogado.
Em 1951, publica o romance de folhetim “A Terra e as Carabinas”. Em 1953, promove o Primeiro Congresso de Literatura em Goiás e, em 1955, publica o livro de poesias “Primeira Chuva”. No ano seguinte, em 1956, publica o romance “O Tronco”, pela Livraria Martins.
É um dos fundadores do Centro de Estudos Brasileiros da Universidade Federal de Goiás, na qual atua como vice-diretor e professor, entre 1961 e 1964. Entre 1965 e 1967, é professor de Literatura na Universidade Católica de Goiás. Em 1965, publica “Caminhos e descaminhos”, livro de contos pelo qual recebe o prêmio Afonso Arinos, da Academia Brasileira de Letras (ABL), e, em 1966, “Veranico de janeiro”, pelo qual obtém o Prêmio Jabuti e o Prêmio José Lins do Rego.
Entre 1970 e 1978, desempenha as funções de Assessor Cultural junto ao Escritório de Representação do Estado de Goiás, no Rio de Janeiro. No regresso à Goiás, reassume o cargo de professor na Universidade Federal de Goiás. Durante esse período publica: “Marechal Xavier Curado, criador do Exército Nacional”, em 1973, pelo qual recebe o Prêmio Sesquicentenário da Independência; “Seleta de Bernardo Élis”, organizado por Gilberto Mendonça Teles e com estudos e notas de Evanildo Bechara, em 1974; “Caminhos dos gerais”, em 1975; e “André Louco”, em 1978. Em 23 de outubro de 1975, consagra-se ao ser eleito para a Cadeira 1 da Academia Brasileira de Letras, na sucessão de Ivan Lins e tornando-se o único goiano eleito para a ABL. Tendo sido o quarto ocupante desta cadeira, toma posse em dez de dezembro de 1975, sendo recebido pelo acadêmico Aurélio Buarque de Holanda Ferreira.
Entre 1978 e março de 1985, Bernardo Élis desempenha as atividades de Diretor Adjunto do Instituto Nacional do Livro, em Brasília. Em 1986, é nomeado para o Conselho Federal de Cultura, local em que atua até a extinção do órgão, em 1989. Durante esse período, também segue nova sequência de publicações: “Os enigmas de Bartolomeu Antônio Cordovil”, em 1980; “Apenas um violão”, em 1984; “Goiás em sol maior”, em 1985; “Jeca Jica Jica Jeca”, em 1986; e “Chegou o governador”, romance inédito incluído na sua “Obra reunida” publicada na coleção Alma de Goiás, da Editora José Olympio, em 1987. Recebe, ainda em 1987, o Prêmio da Fundação Cultural de Brasília, pelo conjunto de sua obra, e a medalha do Instituto de Artes e Cultura de Brasília.
Bernardo Élis falece em sua cidade natal, Corumbá de Goiás, no dia trinta de novembro de 1997.
Locais
Estado Legal
Funções, ocupações e atividades
Mandatos/fontes de autoridade
Estruturas internas/genealogia
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Pontos de acesso de assunto
Pontos de acesso local
Ocupações
Área de controle
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Identificador da entidade custodiadora
Regras ou convenções utilizadas
Estado atual
Nível de detalhamento
Datas de criação, revisão e eliminação
Criação: 09/09/2025.
Revisão: 11/02/2026.
Idioma(s)
português do Brasil
Sistema(s) de escrita(s)
Fontes
Fontes pesquisadas: Informações retiradas da documentação do arquivo e de entrevista concedida pelo titular.
