Área de identificação
Código de referência
Título
Data(s)
- 1848 - 1998 (predominantemente 1921-1998) (Produção)
Nível de descrição
Dimensão e suporte
Textuais: 1.600 manuscritos/datiloscritos e 1.526 impressos; Iconográficos: 547 fotografias, 9 cartões-postais, 4 cartazes e 31 desenhos; Tridimensional: 1 objeto.
Área de contextualização
Nome do produtor
Biografia
Bernardo Élis Fleury de Campos Curado nasce em quinze de novembro de 1915, em Corumbá de Goiás (GO).
Filho do poeta Érico José Curado e de Marieta Fleury Curado, inicia os estudos primários com seu pai, por quem teve despertado o gosto pelas Letras e Literatura. Em 1923, viaja para a casa do avô materno, em Goiânia, onde matricula-se no Grupo Escolar local. No ano seguinte, retorna para Corumbá de Goiás e continua os estudos com o pai. Em 1927, aos doze anos, escreve seu primeiro conto, inspirado por “Assombramento”, de Afonso Arinos. No ano seguinte, viaja com a família para Goiânia, onde conclui, em 1937, o curso ginasial no Liceu de Goiás. Em seguida, interrompe os estudos por dois anos, concluindo, em 1940, o curso clássico no Liceu de Goiânia.
Inicia sua carreira pública em 1934, como tesoureiro da Prefeitura Municipal de Corumbá de Goiás. Ainda em 1934, passa a escrever poesias e enviar colaborações de cunho modernista para os jornais de Goiânia. Em 1936, assume as atividades de escrivão da Delegacia Especial de Polícia em Anápolis (GO) e, nesse mesmo ano, é nomeado Delegado de Polícia de Corumbá de Goiás. Dois anos depois, em 1938, passa à função de escrivão do Cartório do Crime, ainda em Corumbá de Goiás. Em 1939, transfere-se para Goiânia, onde é nomeado secretário da Prefeitura Municipal e chega a exercer, por duas vezes, as atividades de prefeito municipal. Permanece no cargo até 1942, ano em que viaja ao Rio de Janeiro com a intenção de ali se fixar. No entanto, em 1943, regressa para Goiânia, onde assume o cargo de técnico do Departamento Estadual de Assistência ao Cooperativismo de Goiás. Além disso, funda, juntamente com Gerson de Castro Costa e Zecchi Abrahão, a revista “Oeste”, que circula em Goiás de 1942 a 1944, publicando nela o conto “Nhola dos Anjos e a cheia de Corumbá”.
Ainda em 1944, casa-se com a poetisa Violeta Metran, com quem tem três filhos: Ivo, Silas e José Simeão. Nesse mesmo ano, publica, pela Bolsa de Publicações de Goiânia, o livro de contos “Ermos e gerais”, obtendo sucesso nacional.
Em 1945, participa do Primeiro Congresso de Escritores de São Paulo, mesmo ano em que funda a Associação Brasileira de Escritores, da qual torna-se presidente. No mesmo ano, forma-se em Direito pela Faculdade de Direito de Goiânia e torna-se professor de História, Geografia e Língua Portuguesa da Escola Técnica de Goiânia, também lecionando no ensino público estadual e municipal. No mesmo período, entre 1945 e 1968, exerce também a função de advogado.
Em 1951, publica o romance de folhetim “A Terra e as Carabinas”. Em 1953, promove o Primeiro Congresso de Literatura em Goiás e, em 1955, publica o livro de poesias “Primeira Chuva”. No ano seguinte, em 1956, publica o romance “O Tronco”, pela Livraria Martins.
É um dos fundadores do Centro de Estudos Brasileiros da Universidade Federal de Goiás, na qual atua como vice-diretor e professor, entre 1961 e 1964. Entre 1965 e 1967, é professor de Literatura na Universidade Católica de Goiás. Em 1965, publica “Caminhos e descaminhos”, livro de contos pelo qual recebe o prêmio Afonso Arinos, da Academia Brasileira de Letras (ABL), e, em 1966, “Veranico de janeiro”, pelo qual obtém o Prêmio Jabuti e o Prêmio José Lins do Rego.
Entre 1970 e 1978, desempenha as funções de Assessor Cultural junto ao Escritório de Representação do Estado de Goiás, no Rio de Janeiro. No regresso à Goiás, reassume o cargo de professor na Universidade Federal de Goiás. Durante esse período publica: “Marechal Xavier Curado, criador do Exército Nacional”, em 1973, pelo qual recebe o Prêmio Sesquicentenário da Independência; “Seleta de Bernardo Élis”, organizado por Gilberto Mendonça Teles e com estudos e notas de Evanildo Bechara, em 1974; “Caminhos dos gerais”, em 1975; e “André Louco”, em 1978. Em 23 de outubro de 1975, consagra-se ao ser eleito para a Cadeira 1 da Academia Brasileira de Letras, na sucessão de Ivan Lins e tornando-se o único goiano eleito para a ABL. Tendo sido o quarto ocupante desta cadeira, toma posse em dez de dezembro de 1975, sendo recebido pelo acadêmico Aurélio Buarque de Holanda Ferreira.
Entre 1978 e março de 1985, Bernardo Élis desempenha as atividades de Diretor Adjunto do Instituto Nacional do Livro, em Brasília. Em 1986, é nomeado para o Conselho Federal de Cultura, local em que atua até a extinção do órgão, em 1989. Durante esse período, também segue nova sequência de publicações: “Os enigmas de Bartolomeu Antônio Cordovil”, em 1980; “Apenas um violão”, em 1984; “Goiás em sol maior”, em 1985; “Jeca Jica Jica Jeca”, em 1986; e “Chegou o governador”, romance inédito incluído na sua “Obra reunida” publicada na coleção Alma de Goiás, da Editora José Olympio, em 1987. Recebe, ainda em 1987, o Prêmio da Fundação Cultural de Brasília, pelo conjunto de sua obra, e a medalha do Instituto de Artes e Cultura de Brasília.
Bernardo Élis falece em sua cidade natal, Corumbá de Goiás, no dia trinta de novembro de 1997.
Entidade custodiadora
História do arquivo
A compra do acervo foi intermediada pela professora do Departamento de Teoria Literária do Instituto de Estudos da Linguagem - IEL/ UNICAMP, Enid Yatsuda Frederico e formalizada através de contrato, em 1996.
Fonte imediata de aquisição ou transferência
Compra do titular do acervo, em 1996.
Área de conteúdo e estrutura
Âmbito e conteúdo
O arquivo é constituído por originais manuscritos e datiloscritos de livros do titular, seus discursos, artigos e estudos. O conjunto de correspondências é composto por cartas, bilhetes e telegramas trocados com familiares, escritores (Jorge Amado, João Cabral de Melo Neto, Aurélio Buarque de Holanda, Monteiro Lobato, Carlos Drummond de Andrade, João Guimarães Rosa, Cora Coralina, Antonio Houaiss etc.), editoras e políticos, sobre sua vida pessoal, temas ligados à literatura brasileira, ao regionalismo, dialeto caipira, história e geografia de Goiás.
Avaliação, seleção e eliminação
Incorporações
Sistema de arranjo
O Fundo está classificado em doze séries documentais e dezesseis subséries.
Área de condições de acesso e uso
Condições de acesso
Consulta livre.
Condiçoes de reprodução
Consulte as normas gerais de reprodução de documentos do CEDAE.
Idioma do material
português do Brasil
francês
inglês
espanhol
alemão
sueco
Sistema de escrita do material
Notas ao idioma e script
Características físicas e requisitos técnicos
Instrumentos de descrição
CEDAE. Catálogo do Fundo Bernardo Élis. Orgs. por Giovani Roberto Klein, Renato Marques de Oliveira e Vanessa Alves Pinto. Campinas: CEDAE, 2000. 497p.
Área de materiais associados
Existência e localização de originais
Existência e localização de cópias
Unidades de descrição relacionadas
Arquivo Edgard Leuenroth - AEL/Unicamp: "Oeste" (CD/00040). Exemplares: 1942, ano 1 (Índices: Numérico e Alfabético de A-Z, n. 1); 1943, ano 2 (n. 2-11); 1944, ano 3 (n. 12-23).
Nota de publicação
REMATE de Males: Revista do Departamento de Teoria Literária IEL/Unicamp, n.17 (1997). Campinas.
Nota de publicação
SANTOS, Rogério Santana dos. O triunfo do conto: em Hugo de Carvalho Ramos e Bernardo Elis. Tese (Doutorado) - São Paulo: FFLCH - USP, 2004.
Área de notas
Nota
Os livros e folhetos catalogados na Base Acervus - Sistema de Bibliotecas da Unicamp (SBU) estão disponíveis em: http://acervus.unicamp.br/
Nota
Localização Física: Ar5B5; Ar8B2; Ar14A1-4
Identificador(es) alternativos
Pontos de acesso
Pontos de acesso de assunto
Pontos de acesso local
Ponto de acesso nome
Pontos de acesso de gênero
Área de controle da descrição
Identificador da descrição
Identificador da entidade custodiadora
Regras ou convenções utilizadas
CONSELHO INTERNACIONAL DE ARQUIVOS. ISAD (G): Norma geral internacional de descrição arquivística: segunda edição, adotada pelo Comitê de Normas de Descrição,Estocolmo, Suécia, 19-22 de setembro de 1999, versão final pelo CIA - Rio de Janeiro: Arquivo Nacional, 2001.
Manual de Descrição Arquivística: proposta de aplicação da norma geral internacional de descrição arquivística. Campinas: CEDAE, 2003. 36p.
Estado atual
Nível de detalhamento
Datas de criação, revisão, eliminação
Criação em 31/05/2006. Revisão em 11/02/2026.
Idioma(s)
português do Brasil
Sistema(s) de escrita(s)
Fontes
Fontes pesquisadas: Informações retiradas da documentação do arquivo e de entrevista concedida pelo titular.
Nota do arquivista
Descrição elaborada por Flávia Carneiro Leão, Ligia Belem e Marco A. P. Domingues. Revisão realizada por Eliza Mamede Miranda.
